domingo, 4 de dezembro de 2011

Poesia sem juízo


Dizia que te odiava, mas te amava, como ainda amo.
Te olhava só de longe e conversava pouco contigo, mas sentia saudade quando não estava perto.
Fingia que não ouvia você falar, mas era só pra ficar um pouco mais perto.
Fazia você rir, e olhava seu sorriso lindo, e os olhos negros grandes brilhando
Como é bom ser culpada pela felicidade de alguém.
Alimentava uma mentira, uma ilusão criada por mim mesma.
Procurava me desiludir
Procurava em nossas conversas provas de que ele não era pra mim
Até que achei, e tratei de espanta-las da minha mente.
Mente?
Será que li certo?
Uma poeta, de meia tigela, que seja,
Falando mente?
Palavra proibida na poesia.

Não devia tocar no assunto?
Pois é assim que trato.
Minha mente sabe que ele não vale nada,
Mas meu coração insiste em dizer que ele é perfeito pra mim
Com todas as imperfeições que combinam com as minhas
Ele é agitação, eu calma,
Enquanto ele calaria, eu falaria
Enquanto ele deixaria, eu ficaria,
E meu medo não tem justificativa, não tenho mais,
De que todos descobrissem o que eu sinto
Nem eu mesma acredito no que eu sinto!
Nada é tão explícito,
É necessário coração de poeta pra entender,
Nem que seja de meia tigela,
Assim como é necessário coração de poeta para conta-la
Sinto ciúme, justificado,
Espanto o fato de ele não servir para mim da minha mente.
Não estando lá ainda chegam ao coração?
Espero que sim, encontre o caminho,
Essa agonia de viver num labirinto me desgasta
Isso me desgasta,
Evitá-lo me desgasta,
Fazer o que não quero, ou melhor,
O contrário do que eu quero,
Me deixa sem energia para nada mais
Não vivo como deveria, consegue entender
O corpo trouxe do espírito as sensações e o cansaço de uma vida que não é minha
Vivo a vida de alguém que o odeia
Mesmo amando-o
Minto! Percebo agora
Vivo minha própria vida, digo
A vida de alguém que o ama
Mas mesmo assim precisa dizer que não
Pra quem o odeia seria mais fácil
Será que alguém consegue odiá-lo?
Torço para que aconteça comigo o que acontece com tanta gente, e eu já vi
Venha, e "quebre"meu coração
Me mostre o que eu já sei
Prove
Não ele não consegue
Ai.
Dói.
De verdade.
Senti no corpo agora o que minha alma sente sempre (qual dói mais? Você já deve ter a resposta)
Pensar nisso, nele, em tudo, faz minha respiração doer quando eu o faço
Então esqueço
Deixo o tempo passar, até o perder,
Perco tempo, enquanto isso, e amanhã tenho novas recaídas na minha insanidade crônica,
Que só se encontra adormecida,
Enquanto escrevo essa sana poesia.
Primeira poesia “não-obrigatória” da minha vida. Espero que vocês não achem tão ruim quanto eu achei.

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