quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A vida é uma caixa de surpresa - Capítulo V


Olá, quanto tempo não? Então, tem, acho, que um mês que meu computador começou a dar vários problemas, era sites que não entravam ~inclusive o blogger~, arquivos que sumiam e essas coisas, daí ele estragou de vez e fiquei sem computador por uma semana, mas estou de volta e aqui está o final da história de Carrie e Jonas \o.



No final dá tudo certo

6274493231_557b8fbc0c_z_largeEu ainda estava sentada no chão encarando o nada quando Mari entrou em casa alguns minutos depois, ela levou um susto ao me ver naquele estado. Eu soluçava de tanto chorar.
- Carrie, o que houve? – Ela disse me abraçando no chão. Eu só chorei mais, meus olhos ardiam.
- Porque ele tem que fazer isso comigo? – Falei entre um soluço e outro.
- Quem? Quem fez o que? – Perguntava ela desesperada. Eu não respondi e ela me levantou e se sentou no sofá, me fazendo deitar no seu colo e começou a acariciar meu cabelo. – Chora amiga, pode chorar, depois você me fala o que aconteceu...
Eu chorei mesmo. Não podia fazer algo que eu prometi a mim mesma que não faria, que era me deixar levar por aqueles olhos, acreditar em palavras doces vindo dele, ele é o maior cafajeste sem coração que eu já conheci, ele não iria mais me fazer sofrer, eu iria viajar no dia seguinte já que as férias começaram, eu não iria ficar ali para ele me ferir mais ainda.

Depois de alguns minutos eu parei de chorar e falei para a Mari o que tinha acontecido.
- Cah, eu não acredito que esse canalha veio aqui falar isso – ela estava incrédula. Mas quem não estaria? Ainda mais ela que presenciou tudo desde o começo.
- Eu também não – falei com a voz ainda um pouco grave por causa do choro.
- Quer que eu vá lá dar um soco no meio da cara dele e cortar o documento fora? – Ela disse e eu ri. Só a Mariana mesmo para me fazer sorrir em uma hora dessas.
- Só se você trouxer para nós comermos frito – brinquei me sentando e só aí reparando que estava de roupão ainda. Subi para me trocar e ela foi comigo, mas ela foi na frente e antes que eu pudesse ter visão de algo do lado de fora ela fechou a cortina, virou-se e deu um sorrisinho amarelo de quem estava aprontando.
- É melhor você não ver a cara de idiota daquele babaca do outro lado – ela disse antes que eu falasse algo. A menina está pirando, nunca foi tão superprotetora assim, ainda mais porque ela é desligada e esquece das coisas em um piscar de olhos.
- O que você tem Mari? Está mais agitada – falei enquanto entrava dentro do closet e escolhia uma roupa.
- Nada ué, só estou tentando não deixar você ver o que o... – Ela parou de falar abruptamente. – Não ver o Jonas só isso – Completou ela, eu olhei-a acusadora.
- Mentira – falei me aproximando dela que não tinha saído da frente da cortina ainda desde que chegamos ao quarto. – Deixa eu ver o que tem aí no quarto do babaca... – A empurrei e abri rápido a cortina. – O quê...?
Fiquei boquiaberta com o que eu vi, uma foto minha gravada em um cartaz ENORME escrito:

Errar é humano Carrie, me perdoa, me aceita!
Estarei te esperando o tempo que for, tomara que seja logo.

Olhei estupefata para aquilo. Me bateu uma raiva, eu tinha que mandar ele parar de fazer essas coisas. Mari me olhou assustada quando amarrei meu cabelo em um coque e coloquei uma sapatilha que estava fácil e tentou me impedir de sair do quarto.
- Carrie, aonde você vai? Não vê que é isso que ele quer? Que você vá lá? – Ela disse bloqueando minha passagem pela porta. Eu bufei.
- E daí se é isso que ele quer? Ele quer briga? Ele vai ter então – eu a empurrei para o lado e saí do quarto. Ouvi ela me seguir, mas quando fechei o portão atrás de mim os passos cessaram.
Toquei o interfone da casa de Jonas, mas o desgraçado não atendeu, então eu resolvi entrar na casa dele, girei a maçaneta do portão e essa abriu fácil, ao entrar me deparei com a porta semi encostada, mas mesmo com receio continuei. Quando cheguei a porta da casa dele, vi pétalas de rosas no chão. Fiquei confusa e abri a porta. Depois dela havia um caminho de rosas brancas que sumia pelo corredor, eu segui e fui parar no quintal da casa dele, onde havia uma mesa posta ao lado da piscina, fiquei parada na porta olhando aquilo, a mesa estava toda posta e arrumada, decorada com velas. Fiquei estática olhando aquilo.
- Gostou? – Perguntou Jonas aparecendo do nada atrás de mim. Quase tive um infarto.
- Não – respondi baixo.
- Olha, eu não quero saber o q... – Jonas me virou de repente e me deu um beijo um tanto quanto ‘caliente’. Eu não consegui resistir e entrelacei meus dedos no cabelo dele. Alguns minutos depois eu caí na real e lembrei de onde estava e o que estava fazendo. Me afastei dele num pulo, ofegante.
- Nunca mais tent... – Ele me puxou de novo e ficou me segurando pela cintura, MUITO perto, muito perigosamente perto dele, sentia sua respiração no meu rosto, estava igual a minha.
- Nunca mais o que? – Perguntou ele com os lábios próximos aos meus.
- Tente me beijar – sussurrei, na verdade tentei, não passou de um murmuro que eu quase não ouvi também.
- E se eu tentar te beijar de novo? – Ele perguntou com a voz grave e eu arrepiei. Não iria responder ele.
- Eu vou embora! – Falei, mas não movi um músculo, meu corpo não obedecia as ordens do meu cérebro.
- É isso que você quer? – Perguntou ele e eu assenti positivamente com a cabeça. – Eu não quero que você vá. Ele pegou e me deu outro beijo, que eu cedi, não adiantava mais resistir, eu ainda era apaixonada por ele, mesmo ele tendo feito o que fez comigo. Esse beijo foi mais curto.
- Quer jantar comigo? – Perguntou ele depois de ficarmos alguns segundos nos encarando em silêncio.
- Não sei...
- Porque não? Deixa o passado para trás – ele implorou.
- Não é tão fácil! – Falei fechando os olhos e abrindo-os só para encarar a água da piscina. Jonas pegou meu queixo e me fez olhar para ele.
- Sabe de uma coisa? – Ele perguntou e eu fechei os olhos. – Eu estava com medo sabe?
- Medo? – Perguntei confusa e tive que abrir os olhos para ver os dele.
- Sim, medo... – Ele deu uma pausa para respirar fundo e tomar coragem para falar o que quisesse me contar. – Quando ouvi o que você estava falando para a Mari, eu fiquei muito perturbado, naquela época que queria sair, me divertir e viver inconsequentemente do jeito que eu estava acostumado, mas aquilo que eu te falei, a partir daquele dia, ficou rondando na minha cabeça, que eu era um babaca egoísta e que queria me enganar...
- Se enganar? – Eu não estava entendendo nada. Ou estava e não queria entender por medo.
- Sim, porque eu gostei de você desde o primeiro momento em que a vi, mas só fui perceber isso depois de fazer a grande burrada da minha vida – ele disse e fechou os olhos, parecia falar a verdade. Eu não conseguia falar nada. Fiquei muda.
- Eu... Aceito! – respondi a pergunta dele de antes, mas parece que ele não entendeu.
- Aceita o que?
- Jantar com você! – Ele sorriu e me deu um selinho. Sim ainda estávamos com os corpos colados. – Mas antes quero que me diga uma coisa...
- O que?
- Você me ama? Eu te amo – falei olhando fundo nos olhos dele. – Mas seja verdadeiro. – Ele afrouxou seus braços ao redor da minha cintura. Eu abaixei meu olhar e ia saindo, mas ele voltou a me apertar contra ele.
- Fica... – Ele disse buscando meu olhar, mas eu desviei. – Eu te amo, mais do que qualquer coisa, como nunca amei ninguém...
Ele disse e eu sorri olhando para ele, que logo começou outro beijo demorado.
- Vamos jantar? – Perguntou assim que nos separamos.
- Claro! – Ele puxou a cadeira para mim e eu me sentei. Ele sentou-se na cadeira da frente e jantamos.

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