quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A vida é uma caixa de surpresa - Capítulo IV


Olá, eu tenho novidades. Bom, eu posto sobre humor não é? Mas vocês perceberam que eu ando postando coisas nada haver com o tema? Pois é, tem muito drama para o meu gosto, então eu conversando com a Cínthia perguntei se poderia mudar minha categoria e ela disse que eu posso continuar com o humor, mas que posso postar sobre outros temas UHUUU
Então eu consegui fazer um capítulo MUITO rápido pelo fator de não ter que mudar muito o que escrevo e só ir colocando no word -q
Vou parar de falar e postar logo para vocês poderem ler a continuação. A história está quase acabando, espero que gostem tá?


A Vida da voltas


Quando saí do banheiro dei de cara com Murilo me esperando, eu tinha feito um esforço danado para não chorar e consegui, mas eu tinha que esquecer aquilo. Vocês devem me achar uma babaca por gostar do Jonas ainda, sim, eu odeio ele, pelo menos é o que eu quero fazer meu coração acreditar, pois esse tolo ainda bate forte quando ele aparece, eu também me acho boba.
- Carrie... Quer que eu te leve para casa? - Perguntou Murilo preocupado.
- Não precisa, você está no estágio e eu não quero atrapalhar - eu ri amarelo para ele, eu queria era ficar sozinha.
6127555869_d876a4a036_z_large- Eu Acabei já por hoje e você não me incomoda - insistiu ele.
- Ah, se é assim tudo bem - falei ajeitando minha bolsa.
- Vamos? - ele deu o braço para mim e eu entrelacei o meu no dele e repeti um “vamos” animado. Saímos da faculdade. Era estranho, eu acabei de conhecer ele e eu sentia como se ele estivesse do meu lado desde sempre.
- Sabe, eu acho que aquele garoto gosta de você... – Falou Murilo sugestivamente de uma hora para outra e eu olhei para ele assustada.
- Como? – Eu não acreditava no que ele falava.
-Sim, depois que você entrou no banheiro Jonas saiu de lá com os olhos mais tristes que eu já vi na minha vida – Murilo falou e eu fiquei olhando estranho para ele. – Cá entre nós, eu acho que ele foi chorar – continuou e eu olhei para ele perplexa.
- Como você sacou isso tudo? – Perguntei estupefata com tamanha esperteza.
- Sou observador, consigo enxergar a alma das pessoas pelos olhos... – Ele deu de ombros.
- V-você acha mesmo? – Gaguejei, quis me enforcar por isso.
- Sim, olha, não sei o porque vocês tem essa rixa, mas de uma coisa eu tenho certeza, Jonas é apaixonado por você! – Fiquei pasmada, ele não sabia de nada, NADA, como ele sai falando isso? Ele nem conhece o estúpido do Jonas.
- Não. Você não sabe do que ta falando, Jonas me humilhou, ele me falou coisas que eu nunca irei perdoar... – Falei lembrando das palavras dele.
- Sei que nem nos conhecemos direito, mas se quiser me contar o que houve... – ele falou sugestivamente e eu confiei em contar para ele, não sei porque, mas contei tudo.
- Bom, não sei os motivos de ele ter feito isso, mas parece que ele se arrependeu! – Insistiu ele.
- Não, isso deve ser alguma aposta que ele fez com os amigos babacas dele – dei de ombros.
- Você quem sabe... – Ele deu de ombros também e seguimos em silêncio, ele me deixou em casa e foi embora.
Eu fui entrar e quase caí na raiz da árvore que fica perto do portão, mas releva isso, eu estava aérea pensando no que o Murilo me falou.
Ele não sabia o que falava, porque eu ainda dei ouvidos ao que ele disse? Eu acho que ele nunca levou um fora de uma garota que ele era apaixonado para saber disso. Mas tem outro ponto, ele pode estava do “lado de fora” da situação e poderia ver melhor do que quem está dentro.
- Ah eu desisto disso, vou tomar banho e deitar! – Falei para mim mesma e subi.
Enquanto estava no banho ouvi a campainha tocar. Achei que era a Mari, saí da faculdade sem avisá-la. Coloquei meu roupão e fui atender a porta.
- O que você faz aqui seu idiota? – Perguntei bruta ao ver Jonas parado me encarando. Ele estava com olheiras, mas pouco me importei. Talvez Murilo estivesse certo e ele chorara, ou era por causa do seu nariz que estava com uns curativos, ele é mole, vai que chorou na hora que o médico foi por no lugar.
- Podemos conversar direito? Na paz? – Perguntou ele.
- Porque isso agora? Vai fazer diferença na sua medíocre vida eu gostar ou não de você? – Perguntei ainda parada na porta.
- Vai, eu vou me sentir melhor. Eu vou tirar um peso da minha consciência. Eu vou finalizar uma rixa com minha vizinha e, eu vou poder te conquistar ter uma chance de tentar concertar o erro que eu cometi no passado... – Ele dizia cada palavra e se aproximava mais de mim enquanto eu ia me afastando de costas. Logo ele fechou a porta atrás de si. Estávamos sozinhos dentro da minha casa, eu já estava quase enfartando, mas ele não ganharia a aposta.
- Olha, eu sei que você deve ter feito alguma aposta que ficaria comigo ou coisa parecida, mas comigo não vai acontecer isso, você pode ir tirando seu burro do toco – falei saindo de perto dele que fixava seus olhos nos meus e isso estava ma incomodando já.
- Aposta? Carrie, do que você está falando? – Ele disfarçava até muito bem.
- Me poupe do seu teatro Jonas, vai embora da minha casa! – Falei indo abrir a porta, mas quando eu fui passar por ele, ele segurou meu braço e fez com que nós ficássemos muito perto um do outro.
- Carrie, eu... Eu estou começando... Eu acho que estou começando a gostar de você – ele ficou vermelho. Quis voar no pescoço dele e beijá-lo, mas ele estava era só me usando, isso não aconteceria.
- Conta outra – eu disse tentando me soltar dele, minha respiração já estava falha, e ele me segurou mais forte, colando nossos corpos mais ainda. Respirei fundo e foi um erro porque eu inalei seu perfume e amoleci mais ainda.
- Carrie, por favor, me dá uma chance... – Ele implorou olhando fundo nos meus olhos. Eu via que ele falava a verdade.
- Mas... Quando você descobriu isso? – Eu perguntei mais para mim do que para ele, ou para os dois mesmo, eu não sabia como tinha chegado a esse ponto.
- Eu não sei... Eu só sei que de uns meses para cá eu não consigo mais parar de pensar em você Carrie, os dias que eu te vi chegar com homens das boates eu ficava com uma vontade imensa de descer do meu quarto e ir lá bater neles, no começo eu não queria admitir, mas não tem mais como... – Ele parou, segurou meu rosto entre suas mãos e se certificou de que eu não conseguiria olhar para outro lado e disse. – Eu acho que te amo.
Meus olhos marejaram. Meu coração parou e um segundo depois estava a 300 por hora. Minha respiração ficou falha e eu não consegui sustentar seu olhar, fechei os olhos e uma lágrima caiu.
- Eu... Eu não posso – falei me soltando dele e limpando meu rosto, abrindo a porta e esperando ele sair. Ele ficou parado no mesmo lugar alguns segundos e depois começou a andar lentamente para fora da minha casa cabisbaixo.
Ele parou antes de sair completamente e me encarou, seus olhos estavam brilhando e vermelhos nas laterais.
- Eu te esperarei o tempo que for preciso – saiu em seguida, andava rápido, eu vi ele sair do portão e fechá-lo atrás de si, eu fechei a porta e desabei no chão ao lado da porta.

0 comentários:

Postar um comentário

Sua opinião é sempre bem vinda, sinta-se livre para expor ela.

 
Layout por Cínthia | Powered by Blogger
Sweet and Dark Copyright 2013 - Todos os direitos reservados