sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A vida é uma caixa de surpresa - Capítulo III


Enfim apareci, eu fiquei com um surto de bloqueio e não conseguia escrever, mas para não deixar um vácuo muito grande eu fiz esse capítulo III explicando algumas coisas, ficou muito dramático, mas como todo filme de comédia tem o lado melódico a minha história também tem, então não me matem, próximo capítulo prometo voltar com o humor hihih
Sei que prometi isso no outro capítulo, mas quem escreve sabe o quão é difícil escrever comédia suahsuahs
Well, Enjoy!


Garotos mudam?

- Então Carrie, o que uma moça como você fazia sozinha num bairro do subúrbio? - Perguntou Murilo para quebrar o silêncio do carro.
- Um garoto idiota que não me deixa em paz me obrigou a entrar no carro dele e depois de eu reclamar muito ele me deixou naquele lugar - dei de ombros.
Tumblr_lp91egtj8l1qkjoa1o1_500_large- Que imbecil esse garoto, se eu ver ele eu dou-lhe um soco por você - brincou ele e eu sorri.
- Não precisa, eu mesma quero ter o gostinho de sentir o nariz dele ser quebrado pela minha mão direita - falei sorrindo e alisando minha mão direita e Murilo me olhou rindo.
- Nossa, agora eu fiquei com medo - fingiu arregalar os olhos.
- Bom mesmo, sou perigosa - ri da minha piadinha.
- Bom, qual sua faculdade? - Perguntou ele mudando de assunto. Eu expliquei para ele e por incrível que pareça era a que ele ia. Fiquei sabendo que ele estava na cidade tinha um mês e que entrou na faculdade como estagiário. Adorei saber disso.
Chegamos na faculdade e Mari veio correndo até mim preocupada.

- Carrie, porque você não atende o celular? Eu ouvi o Felipe falando no telefone com o Jonas aí apertei-o a me falar o que era, pois ouvi teu nome, daí ele me disse que o Jonas te deixou em um bairro do subúrbio sozinha e que deu a volta na quadra para te dar um susto, mas que quando voltou você tinha sumido, achei que tinha acontecido algo...
- Mari, calma, o Murilo me salvou lá - eu disse sorrindo para ele, eu realmente gostei dele.
- Ah... Oi - ela disse sem graça.
- Oi, respondeu ele, prazer! - Falou ele encantador.
- Obrigada por salvar minha amiga - falou ela sorrindo verdadeiramente para ele que sorriu de volta e olhou no relógio.
- Bom, eu preciso ir para o estágio, estou atrasado - falou com um sorriso de desculpas - e Carrie, vê se não saia entrando em carros de pessoas como esse tal Jonas.
- Quem me dera eu tivesse entrado de bom gosto, ele me jogou dentro do carro - respondi ficando vermelha de raiva de lembrar dele.
- Tudo bem, bom dia para vocês - ele disse e deu um beijo no rosto de cada uma e seguiu seu rumo.
- Nunca mais, NUNCA MAIS me dê um susto desses - Mari se virou para mim de repente apontando o dedo no meu rosto brava. - Você poderia ter pelo menos me ligado!
- Eu não tive culpa - dei de ombros e fui para a sala, a qual o professor já se encontrava.

Eu passei a aula toda com raiva que nem cheguei a prestar atenção em nada. Estava andando no pátio e senti meu coração acelerar com a raiva, eu vou acabar tendo um infarto se continuar com tanta raiva assim, isso não faz bem ao coração. Mas é inevitável, por mais que eu queira ficar longe daquele panaca, mais ele fica me irritando e aparece perto de mim. Se fosse há um ano atrás eu estaria toda sorridente de ter ido a um encontro duplo e ele iria comigo e que ele tivesse me mandado entrar no carro dele, mas o que ele fez é imperdoável.

Flashback


Eu falava com Mari na sacada do meu quarto, Jonas havia viajado, então eu tinha toda a liberdade de falar tudo para ela ali mesmo que ele não ouviria.
- Sim, eu estou começando a gostar dele, ele é tão lindo e o sorriso dele? - Eu falava sonhadora. Grande iludida.
- Mas Cah, cuidado, o Jonas não é flor que se cheire, ele é um galinha, por mais bonito que seja... - avisou-me Mari, mas para mim entrou em um ouvido e saiu no outro.
- Eu vou me declarar para ele assim que ele chegar, se o Jonas ficar comigo ele muda! - Eu estava certa disso.
- Carrie, eu estou falando sério, esquece ele - ela estava preocupada.
- Confia em mim - falei e me levantei da cadeira e entrei no quarto, mas assim que fiquei passei pela porta ouvi uma voz masculina falar.
- EU OUVI TUDOOOOOO – Jonas gritou do quarto dele, eu queria morrer, voltei para a sacada branca.
- O-o-ouviu o que? – Gaguejei.
- Que você gosta de mim – respondeu ele superiormente. – Você acha mesmo que eu mudaria por você garota? Se toca, se eu quisesse algo contigo, o que eu não quero, seria uns amassos e olha lá...
Eu entrei chorando para o quarto e deitei na minha cama, chorei até desidratar.

Fim do Flashback


Depois desse dia ele morreu para mim e eu passei a odiá-lo do fundo do meu coração.
- Esse babaca, odeio ele, ainda vai me pagar por tudo que me disse e fez comigo - falava para mim mesma com os punhos cerrados, logo o avistei na cantina conversando com uns amigos, meu sangue começou a correr rápido na minha veia e quando dei por mim eu já estava puxando ele pela camisa e lhe dando um soco no meio da cara.
- O que é isso sua maluca? - Perguntou ele passando a mão pelo nariz que sangrava. Eu nem sabia que tinha força para tirar sangue de alguém.
- Algo que você merece seu verme! - Eu disse me virando e indo para a saída da faculdade, eu não tinha condições de ficar ali.
- Belo soco – ouvi alguém falar e sorri ao reconhecer a voz.
- Obrigada – falei alisando minha mão que doía.
- Você vai precisar de...
- VOLTA AQUI SUA MALUCA! - Murilo foi cortado pelo grito de Jonas. - QUEM VOCÊ PENSA QUE É PARA ME DAR UM SONO NA FRENTE DE TODOS ASSIM, ME INSULTAR E SAIR COMO SE NADA TIVESSE ACONTECIDO? - É, ele estava irado, e para irritá-lo mais eu sorri abertamente ao ver seu rosto.
- Me poupe do seu piti Jonas, você sabe muito bem o porque disto - eu falei apontando para o rosto dele, eu estava quase dando-lhe outro soco. - Agora deixa eu ir se você não quiser que eu acaba de quebrar seu nariz, se bem que nem vai ter graça já que só o Murilo está aqui para ver, aliás, Murilo sim é um homem de verdade... - Me virei para sair, mas Jonas segurou meu braço.
- Eu era um idiota, porque você não me perdoa? – Perguntou ele baixinho.
- Não - respondi baixo também.
- Porque? - Perguntou ele num sussurro.
- Porque nunca se pode quebrar o coração de uma garota, garotas nunca esquecem quando são magoadas – falei ressentida e puxei meu braço da mão dele e saí correndo para o banheiro.

1 comentários:

Paloma Martins disse...

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