sexta-feira, 8 de julho de 2011

A vida é uma caixa de surpresa - Capítulo II


Esse não ficou tão puxado pro humor, mas logo eu irei melhorar, é que isso é necessário para vocês entenderem a história ok? Então aproveitem \o


Garotos... Complicado é pouco!

Quando eu cheguei em frente a garagem da casa de Jonas ela começou a se abrir e eu ouvi um barulho de carro se aproximando, segundos depois houve uma freada brusca de carro bem perto de mim, com o carro quase acertando minhas pernas, com o susto eu apenas me virei para a rua e dei de cara com o carro de Jonas parado na minha frente e o próprio dentro do carro com um sorriso cínico na cara.
- Oi Cah, te assustei querida? - Perguntou ele com um alto tom de sarcasmo na voz.
- Imagina, me assustar com sua cara linda? - respondi ainda tremendo e sem resposta a altura.
- Então faça o favor de sair da frente - ele respondeu ríspido e fingiu que ia arrancar com o carro comigo na frente e eu saí quase correndo para o lado.
- IDIOTA, EU TE ODEIO, IDIOTA, IDIOTA, IDIOTA - falava enquanto ele passava com o carro. - IDIOTA!

- Te amo também, chata - ele disse irônico me mandando beijos. Me virei e saí pisando duro para minha casa, meus pés atingiam o chão ta forte que era  capaz de furá-lo, se fosse de material frágil.
Cheguei em frente a minha casa e abri o porto com tanta violência que quase arranquei-o da parede que o sustenta, não sei como, mas o idiota do Jonas tinha de alguma forma me alcançado e chegou ao portão bem na hora que eu o fechei com mais violência do que abri e que acabou batendo na cara dele, apurada, eu arregalei os olhos, mas me virei e entrei em casa. Jonas ficou gritando por um bom tempo no portão até quando, creio eu, passou a dor e depois foi embora para a casa dele finalmente.

No outro dia eu acordei com Mari batendo na porta do meu quarto. Tentei ignorar, afinal, ela quem fez eu ficar lá no parque e agüentar o insuportável do Jonas por um tempão, mais que o recomendável.
- Qual é Carrie, eu não sabia que ele iria levar justo o Jonas para o encontro... - Mari disse quando eu me virei de costas para ela quando adentrou o quarto.
- Mas eu não queria encontro com ninguém - resmunguei.
- Me desculpa vai, não vai acontecer novamente - ela implorou de novo.
- Duvido! - disse me virando para ela. - Mas vou te perdoar...
Ela sorriu e me abraçou, pulando em cima de mim na cama.
- Te amo amiga! - Ela disse sorridente
- Te odeio - eu disse rindo.
- Vamos tenho que ir pra faculdade - ela disse me puxando da cama -, e você também vai se arrumar mulher!
- To indo já, vou tomar banho! - disse correndo para o banheiro.
- Eu não vou poder te esperar amiga, vou ter que ir comprar pão para minha mãe - ela disse quase gritando.
- Tudo bem, te vejo no campus - respondi e segundos depois ouvi a porta ser fechada.
Tomei meu banho quente e me arrumei, saí toda feliz para a faculdade, era o último dia antes das férias, mas quando chego no portão dou de cara com o idiota do Jonas parado me esperando. Quando olhei para o rosto dele dentro do carro quase mijei de rir, o nariz estava com um curativo e a testa vermelha com um leve relevo, mas me segurei, virei para o lado e comecei a caminhar como se nada tivesse acontecido, já que nada aconteceu mesmo, então tranqüilo...
- Entra no carro! - Ele disse me acompanhando lentamente com o carro enquanto eu fingia que ele não existia. O que esse garoto tem? Porque não me deixa em paz? É só eu pisar para fora de casa que lá está ele me esperando para azedar meu dia. - Entra no carro agora Carrie! - Gritou ele de dentro do carro e eu parei, me virei lentamente para ele e o encarei.
- O que você disse? - Perguntei de novo irônica.
- Eu mandei você entrar no carro! - Ele disse de novo mais baixo dessa vez.
- Não. 
- ENTRA LOGO PORRA! - Ele ficou nervoso de vez.
- QUEM VOCÊ PENSA QUE É PARA GRITAR COMIGO SEU MERDA? - Eu gritei enlouquecida de raiva.
- O CARA QUE VAI TE FAZER ENTRAR AQUI A FORÇA! - Ele parou o carro, desceu e  veio até mim, me pegou pelo braço e me jogou dentro do carro, claro que tentei sair, mas ele foi mais rápido e entrou na mesma porta que eu e passou por cima de mim até seu banco.
- IDIOTA, PORQUE VOCÊ NÃO ME DEIXA EM PAZ? - Gritei dando socos nele.  - JÁ NÃO BASTOU VOCÊ TER ME HUMILHADO, AGORA TEM QUE FICAR ME PERSEGUINDO?
- Dá pra calar a boca? - Perguntou ele entre meus gritos.
- NÃO, EU NÃO QUERIA NEM OLHAR NA TUA CARA E SÓ VOU PARAR DE GRITAR QUANDO VOCÊ ME DEIXAR SAIR DESSE CARRO! - Gritei irritada para ele.
- Então espero que tenha uma garganta boa, porque você vai gritar muito! - Disse ele calmo.
- O quê? Por quê? Tenho que ir para a faculdade seu idiota! - Disse desesperada, o que ele queria comigo? - Você está me seqüestrando é isso? Em pensar que minha mãe ache que você seja um santo, embora eu sempre fale para ela ir se tratar, mas seqüestro é...
- Cara, você é muito chata, por isso que eu não fiquei contigo - ele disse ríspido.
- Foda-se, você quem me jogou dentro desse carro - joguei na cara dele.
- Eu ‘joguei’ você dentro do carro porque eu queria fazer as pazes com você - ele disse meio relutante me pegando de surpresa.
- Impossível! - Me mantive irredutível, ele deve ter feito alguma aposta com os amigos idiotas dele.
- Por quê? Ainda tem raiva de mim? Achei que tinha superado essa já - Jonas gozou de mim.
- Queria que eu te amasse como melhor amigo é? - Disse irônica. - Me poupe Jonas!
- Cara, você é muito difícil mesmo de lhe dar - ele falou pensativo. - Por isso prefiro ser grosso.
- Sei, - disse irônica - você é grosso naturalmente - respondi arrogante - agora me deixa ir embora.
- Ok, desce - ele disse e eu fui abrir a porta do carro, mas só aí fui perceber que estávamos em um lugar desconhecido para mim e tinha várias pessoas estranhas olhando para mim. Pensei em não descer, mas olhei para Jonas que achou que eu iria ficar então criei coragem e abri a porta.
- Adeus idiota! - eu disse e bati a porta tão forte que ela quase passou direto para dentro. Ao me virar eu vi um cara estranho, barbudo e sujo vindo em minha direção, apertei mais meu casaco e minha bolsa contra meu corpo e comecei a andar rápido para qualquer lugar. Jonas arrancou com o carro me deixando ali sozinha. 
Uma quadra depois olhei para trás e ninguém mais me seguia, respirei aliviada e comecei a procurar um táxi. 
- Heey moça! - ouvi alguém falar e ignorei, estava com medo. - Moça, está perdida?
- Não! - Respondi sem olhar na pessoa.
- Acho que está sim, se quiser dicas de como voltar para o centro eu posso ajudar - parei de andar.
- Só preciso de um táxi - quando me virei dei de cara com um homem alto, bonito e bem afeiçoado.
- Táxi por aqui você não vai achar tão cedo - ele riu de mim e eu encarava ele abobalhada. 
- Ah que merda - xinguei mesmo, mas foi sem querer.
- Se quiser uma carona... - sorriu, sorrisos assim não me enganam.
- Você é traficante ou essas coisas? - Perguntei hesitante. Ele riu.
- Não, só sou um repórter fazendo uma matéria por aqui, eu Estava indo para a faculdade fazer uma pesquisa, se quiser eu te levo - agora ele me pareceu mais confiável. - Prazer, Murilo.
- Prazer, Carrie - sorri e o acompanhei.

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