sábado, 12 de junho de 2010

Filme- O príncipe da Pérsia: As areias do tempo


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Em Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo (Prince of Persia: The Sands of Time), é tudo superlativo, épico, grandioso... os efeitos especiais e os valores de produção - a direção de fotografia de John Seale é primorosa! - são de primeira, exatamente o esperado de um orçamento de 200 milhões de dólares. Mais do que isso, ao entregar a direção a Mike Newell (Harry Potter e o Cálice de Fogo, Amor nos Tempos do Cólera) os produtores já haviam de certa forma deixado claro seu interesse em fazer algo que fosse além do "blockbuster da semana", pela linha menos pirotécnica e mais romântica do cineasta.

A história segue ideias do game homônimo de 2003. Nela, Nizam (Ben Kingsley) arma o assassinato de seu irmão, Shahrman, o soberano de Pérsia, e bota a culpa no príncipe Dastan (Jake Gyllenhaal) para poder assumir o trono. Banido, Dastan tem que relutantemente juntar forças com uma bela e misteriosa princesa Tamina (Gemma Arterton) para guardar uma adaga ancestral capaz de conjurar as areias do tempo - um presente dos deuses que pode fazer voltar o tempo e dar ao seu mestre o controle do mundo.

A trama aventuresca é feliz ao adaptar para as telonas algumas das maiores qualidades da série de games. Desde o primeiro Prince of Persia (1989), a movimentação fluida do protagonista, as armadilhas e quebra-cabeças são elementos consagrados desses games. No filme, Dastan move-se como sua contraparte digital e conta com o auxílio de técnicas de parkour para ricochetear e macaquear através dos telhados e paredes das cidades persas. Há também algumas sequências em que o príncipe precisa usar seu raciocínio rápido e habilidades para resolver urgências - como o momento em que derruba um caldeirão de óleo para impedir que o exército inimigo avance sobre o do seu irmão. Para os fãs dos games e o público em geral, tratam-se de cenas agradáveis de acompanhar, ricas em detalhes e aventura.


Príncipe da Pérsia: As Areias do TempoPríncipe da Pérsia: As Areias do TempoPríncipe da Pérsia: As Areias do Tempo


A produção se descontrola ainda no último ato, que se arrasta demais e não sabe como resolver direito os poderes da adaga do tempo. Todo o desfecho é atropelado e a ideia do retorno ao passado (o rebobinamento do filme) fica jogada sem muita lógica. Afinal, se o artefato é tão poderoso e Dastan era contra a invasão da cidade sagrada por que não o segurou mais alguns instantes para impedir o derramamento de sangue?

É curiosa também - e um tanto desnecessária - a metáfora com a Guerra do Iraque que o longa apresenta no começo. O irmão de Dastan invade uma cidade sagrada em busca de armas que, mais tarde, descobrimos não existir. A produção faz assim um mea culpa Era Obama visando agradar as audiências internacionais. Ao mesmo tempo segue com a eterna solução de colocar caucasianos para viver etnias diversas (todos os persas são vividos por norte-americanos ou ingleses e para dar um ar "exótico" à produção falam com uma inexplicável ponta de sotaque britânico). Não dava pra ficar mais bipolar que isso...  mas ao menos é um bipolar bonito e cheio de ação.

Trailer: 



Beijinhos e até a próxima! ;*

1 comentários:

disse...

Ahhh eu quero ver esse filme!! Mas provavelmente só quando tiver na locadora :(
Esses dias fui no cinema daí eu prefiri ver fúria de titãs pq eu ja tinha visto aqui, e o filme é ótimo!!
Agora quero ver esse logo tbm!!
Bjus té+

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