domingo, 26 de fevereiro de 2012

Longe de você

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Meus dias já não têm calor. Eu não tenho um amor. Minha vida é escuridão.
Dia desses conheci um garoto, desses, que são bem diferentes de mim.
Desde o dia que o conheci estou contando os dias ao contrário. Hoje são 19. Daqui a pouco 18. E quando eu menos perceber, já acabou.
O amei por 90 quilômetros e 367 dias.
Magoou meu coração sem saber. Disse todas as coisas que eu queria ouvir. Sorriu como eu queria ver. Enfim, me deu um motivo pra viver. E é sendo boa parte da minha vida que vai embora sem dar tchau. Seguindo seu destino para longe. Pra longe da minha vida, mas ainda pra perto do meu caminho. Vai que a gente ainda se fala. Vai que eu vou aí te ver. Vai que eu continuo me iludindo.
Vai acabar sem dar em nada. Como fogo que se acendeu pra se apagar sem queimar nada. É melhor deixar que apaguem do que se acabar aos poucos. Aquilo que era tanto no começo, e, de qualquer jeito, vai acabar sem nada no final.
Pegue sua estrada. Que vai ser a mesma da minha, até quando chegar a hora da gente se separar. Sorria pra mim, enquanto eu finjo que não ligo. E vou embora sofrendo todas as dores, chorando por dentro todas as lágrimas que não pude chorar. Sorrindo lembrando porque não posso reviver. Prometendo ir sabendo que não posso. Iludindo. A mim mesma e a ti.
Sentirei saudades. As últimas palavras de alguém que te amou, e você sabe.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Dois

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É um menino que tem barba por fazer e uma menina de 1,60 de altura. O dia passa rápido por causa do mesmo trabalho dos dois, mas acaba mais rápido porque não conseguem fazer mais nada ao avistar o outro sair daquele carro branco. O dela é meio sujo, o dele impecável. Ele perfeito e ela se orgulha em ser um caos. Um complementa o outro. Do que ela não sabe ele ri, e o que ele não sabe ela não se importa em ensinar sem paciência. Ciumenta. Quando ele a vê olhar para outro diferente - ou quando enxerga ela olhando para outro do mesmo jeito que olha para ele, - quer tomar o olhar só para si, mas disfarça a decepção de ela poder ser de todos saindo a noventa graus.

Quase opostos porque os interesses são os mesmos. Ele diz menos, mas quando diz deixa todo mundo entender, ela revela muito, aos poucos e nas entrelinhas. Mensagens cifradas que são decifradas por poucos.

Larga as palavras e faz psicologia que ainda há tempo. Entende as pessoas como ninguém, mas ela para si mesma ainda é um mistério. Ele é direto, a alma humana é o que ele ouve e vê, o resto ele deixa aos escritores que nunca leu mas ouviu falar. Apesar de ver nos olhos dela quando gostou ou não do presente e qual será o próximo passo para deixar sua menina feliz. Ou pelo menos fazê-la rir.

Isso nos momentos de sanidade, quando se esquece do que aprendeu desde aquele 31, age como se fosse um animal selvagem, e obriga os que estão a seu redor andarem de quatro patas. Esqueçam a perfeição de que lhe falei.

Quando juntos se transformavam em pessoas que nunca tinham sido. Ninguém nunca tinha conhecido. Nem vão conhecer.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Poesia sem juízo

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Dizia que te odiava, mas te amava, como ainda amo.
Te olhava só de longe e conversava pouco contigo, mas sentia saudade quando não estava perto.
Fingia que não ouvia você falar, mas era só pra ficar um pouco mais perto.
Fazia você rir, e olhava seu sorriso lindo, e os olhos negros grandes brilhando
Como é bom ser culpada pela felicidade de alguém.
Alimentava uma mentira, uma ilusão criada por mim mesma.
Procurava me desiludir
Procurava em nossas conversas provas de que ele não era pra mim
Até que achei, e tratei de espanta-las da minha mente.
Mente?
Será que li certo?
Uma poeta, de meia tigela, que seja,
Falando mente?
Palavra proibida na poesia.
 
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